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Feridas

por ss, em 01.07.11

«Dizem que o tempo sara todas as feridas. Talvez seja verdade. Mas há feridas que parecem não sarar. Sangram, vertem pus, voltam a sangrar, surpreendem-nos a magoar a alma quando esta já deveria estar habituada e imune a tanta dor. É certo que, às vezes, essas feridas acalmam, como as marés que recolhem a água e recuam para o mar alto; mas, tal como as marés, regressam depois, revigoradas, pujantes, invadindo de novo a praia e fazendo sentir o fulgor da sua presença, o ímpeto do seu regesso.»

 

José Rodrigues dos Santos, "A ilha das trevas"

 

 

 

 

http://1.bp.blogspot.com/_75cV7bUX1U8/TSXwEWjgxlI/AAAAAAAAADI/2PHtHCUYFgw/s1600/sofrimento.JPG

 

 

 

Há marcas que não se apagam nunca. Por mais anos que passem hão-de ficar eternamente gravadas nas pedras, na madeira, num corpo, numa árvore, ou num coração. E tu, mesmo sem querer, deixas-te uma dessas marcas indeléveis no meu coração. Não tiveste culpa, não era a mim que querias magoar, e nem eu sabia, que afinal o que eu sentia era apenas um vulcão adormecido.

 

 

 

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