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I can´t make you love me

por ss, em 16.01.13

 

Sinto-me sem nexo,

sem sentido, sem existência...

Vivo da ilusão, da irrealidade,

da aparência...

 

Sou corpo sem alma,

sou alma sem coração...

Sou mentira sem verdade,

sou amor sem ter razão...

 

Um livro sem história,

Uma música sem refrão.

Um Gesto que diz que sim,

E uma palavra: Não!

 

Dor, revolta, raiva,

e por fim, tristeza...

Sem sonhos, sem vontades,

mas com uma cruel certeza!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Amor

por ss, em 11.01.13
 


 

 

Um misto indescritível e arrepiante de emoções: o Amor na saúde e na doença, o Amor na vida e na morte! O Amor altruísta e egoísta, o Amor que se constrói, e se destrói.

Emocionante, cativante, agonizante, envolvente, apaixonante... o filme mostra o outro lado do Amor (aquele que não se costuma ver no cinema!) 

 

 

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É ou não é bom ver a nossa selecção ganhar?

É ou não é bom festejar os golos marcados pelos nossos jogadores?

Mesmo os mais pessimistas, e os que estão sempre contra tudo, oiçam, isto faz bem a um país: aumenta-nos a auto-estima!

E nós que andamos com ela lá tão em baixo, precisamos tanto destes momentos.

Espero que venham mais assim!

 

Há coisas que não se explicam! E há coisas que acontecem vindas do nada!

Não gosto quando não percebo porque motivo tudo acontece de uma meneira e não de outra!

Talvez a culpa seja minha! Devia arriscar mais!

Talvez um dia!

 

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Não gosto!

por ss, em 17.05.12

Não gosto quando as pessoas entram de rompante na minha vida, dão-lhe um abanão que mais parece um tremor de terra, e depois simplesmente fingem que nunca a tocaram! A sério que era melhor não terem sequer batido à porta. É uma sensação estranha esta, a de sentir que por vezes damos mais valor às pessoas do que elas nos dão a nós! Magoa muito quando percebemos que é mesmo assim. Começo a perceber que nas relações há sempre uma parte que dá mais de si do que a outra. Não devia ser assim. Numa relação, independentemente do tipo de relação, devia existir uma perfeita sintonia, para que as expectativas não se quebrassem, e para que apenas existissem sorrisos. Caramba, chorar sozinho é muito mais difícil!

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=JI-o25K6B-E&ob=av3n

 

"... if you never try, you`ll never know..."

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Madalena!

por ss, em 10.02.12
 
 
 

 

Afinal todos somos seres frágeis. Independentemente de toda a força que insistentemente fazemos questão de mostrar, ou que efectivamente tenhamos, a verdade é só uma: há momentos na vida em que todo esse poder nos escorrega das mãos, e em que apenas nos resta continuar a fingir que vivemos.

 

 

Nunca a tinha visto por ali, mas a sua presença não me deixou indiferente. E a minha curiosidade foi-se espicaçando, com uma infinidade de perguntas. Quem seria aquela mulher detentora de uma beleza indiscreta? Como se chamaria? O que faria ela ali? Porque tinha ela aquele ar tão triste?

 

 

- Boa tarde! Vai desejar tomar alguma coisa? – disse-lhe.

 

 

- Boa tarde. Sim! Quero um chá! Um chá de maçã! Maçã e canela. – disse- me, pausadamente, como se mentalmente estivesse a pensar no que ia dizer, palavra por palavra, sem me dirigir o olhar.

 

 

- É tudo? – perguntei-lhe.

 

 

- É! Sabe, não me é permitido pedir-lhe mais nada. – respondeu-me, mantendo-se cabisbaixa.

 

 

- Com licença. Trago já!

 

 

Assentei o pedido, mas aquelas palavras ressoaram na minha cabeça, “não me é permitido pedir-lhe mais nada”. Mas que raio! O que quisera ela dizer com aquilo? Afinal, não era só a sua postura que levantava uma nuvem de suspeição, também a forma como ela deixava flutuar as palavras eram enigmáticas.

 

 

Enquanto preparava o chá, fui olhando para ela de soslaio. Era de facto uma mulher misteriosa.

 

 

- Aqui tem o seu chá! Se desejar mais alguma coisa…

 

 

- Obrigada! Mas, como já lhe disse, não me é permitido pedir-lhe mais nada! – retorquiu.

 

 

- Desculpe, mas não concordo nada, pode pedir-me tudo o que quiser! – disse-lhe eu num tom de brincadeira, na tentativa de lhe desfazer aquele semblante tristonho.

 

 

- Já não vou a tempo. – dito isto, tirou uma das luvas da sua mão, e puxou para junto de si a chávena de chá.

 

 

- Está com a pressa? – intrometi-me eu.

 

 

- Não! Deixei de ter pressa há muito tempo!

 

 

- Nunca a tinha visto por aqui, está de visita? – intrometi-me mais uma vez.

 

 

- De visita? Sim! Estou de visita ao passado! – quando terminou a frase olhou-me. Pela primeira vez tive contacto com os seus olhos.

 

 

- Boa visita então. – disse-lhe por fim, e retirei-me.

 

 

Que olhar tão triste, que olhar tão profundo, que olhar tão, tão familiar… Sim, aquele olhar pareceu-me estranhamente conhecido. Mas de onde? Que inquietação.

 

Voltei a olhar para ela. Que sensação estranha. A verdade é que tenho a mania de observar as pessoas, mas aquela mulher estava a tornar essa minha mania numa obsessão. Era como se quisesse descobrir tudo o que aquela pose escondia. Era como se quisesse desvendar a razão daqueles pequenos olhos não brilharem. Era como se ela própria me estivesse a pedir para a olhar. E a verdade, é que podia estar um dia inteiro a olhar para ela, que jamais me cansaria de o fazer.

 

 

Ela olhava compenetrada para a chávena, como se fosse a única coisa que existisse no mundo naquele momento. Talvez estivesse a pensar em alguém, ou simplesmente tivesse tido um dia mau e estava a reflectir sobre ele. Ou não. Ela estava ali para visitar o passado, por isso, os seus pensamentos certamente andariam a passear por esse passado.

 

 

Terminou o chá e levantou-se delicadamente, depois de deixar o dinheiro em cima da mesa. A verdade, porém, é que aquela mulher se revigorou, como se fosse outra mulher, uma mulher confiante, autodeterminada, capaz de enfrentar qualquer tempestade. Antes de sair olhou-me e sorriu-me, por fim saiu sem que eu tivesse tempo de lhe retribuir o sorriso. Mas, mais uma vez tive a sensação de que conhecia aquele sorriso de algum lugar. Aquele sorriso doce, e delicado, e ao mesmo tempo traiçoeiro.

 

 

Envolto nestes pensamentos, dirigi-me à mesa dela, peguei na chávena e no dinheiro, quando reparei que ela se tinha esquecido da luva. Peguei nela, e vi duas letras bordadas M. F. .

 

 

Madalena? Claro, aquele olhar e aquele sorriso. Como é que não a reconheci? Deixei cair a chávena que se desfez em pedaços. Corri para a porta, mas já não vi ninguém.

 

 

Voltei para o interior do salão, fiquei a olhar para a luva, e para os bocados da chávena jazidos no chão. Era agora eu, quem visitava o passado…

 

 

Durante os dias que se seguiram, esperei que ela voltasse para recuperar a luva esquecida. Mas não voltou. A vida retomou o seu rumo. E este foi mais um episódio da minha vida. Um sonho inacabado, que o tempo às vezes faz questão de me recordar.

 

 

A vida dá tantas voltas, exige-nos tanto, e as adversidades fazem-nos fortes. No entanto, somos tão frágeis se nos deixam cair.

 

Texto inspirado no desafio da Fábrica de Histórias

 

"Veja bem, nosso caso é uma porta entreaberta
Eu busquei a palavra mais
certa
Vê se entende o meu grito de alerta
Veja bem, é o amor agitando meu
coração
Há um lado carente dizendo que sim
E essa vida da gente gritando
que não"

 

 

 

 

 


 

 

 
 

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Na palma da minha mão

por ss, em 06.02.12
 
 
 
 
 

Pediu-me a mão esquerda. Eu dei-lha. Depois ficou a olhar para ela com toda a atenção possível, como quem olha para um mapa e percorre as linhas para saber onde é que aquele itinerário vai dar. Olhou-me nos olhos. Sorriu. Baixou de novo a cabeça, e voltou a olhar para a palma da minha mão. Por fim, disse: “vais ter uma vida longa. Vais começar a trabalhar tarde. Não procures o amor, porque já o conheces, e vais ter três filhos.”Tinha doze ou treze anos, e a vida nessa altura sorria-me, e por isso, ingenuamente acreditei naquelas palavras, daquela senhora, que passava as tardes sentada num banquinho, à beira da estrada, que ficava a caminho da minha escola. Não recordo, porém, o dia em que deixei de a ver.

 

Hoje, olho para a minha mão enrugada, cheia de marcas do passado, calejada, magra e inerte. Um leve sorriso espreita nos meus lábios. Olho para a linha da vida, e confirma-se. Com noventa e dois anos, posso considerar que tenho uma vida longa. Mas, depois olho para as outras linhas, e não correspondem ao presságio. E as dúvidas surgem irrequietas dentro de mim. Será que também na palma da nossa mão, se constroem novas estradas? Será que o próprio destino muda de rumo? Será que quem me leu o futuro contido na minha mão, se enganou? Ou me enganou? Será que fui eu que me enganei quando acreditei que o futuro estava traçado, e que eu apenas tinha de o seguir? Ou será que nem sequer acreditei que tinha futuro?

 

Uma lágrima surge. Outra e mais outra. O passado regressa ao presente por breves instantes e instala-se confortavelmente nas minhas lembranças. Recordo então os momentos de juventude que me foram roubados. Não. Não comecei a trabalhar tarde. Antes pelo contrário. Ainda nem tinha terminado o nono ano, quando fui obrigada pelo meu padrasto a abandonar o liceu. Tinha tantas expectativas. Tantos sonhos. Queria descobrir o mundo. O sentido das coisas. Mas tudo isso se perdeu com a morte do meu pai. Eu e a minha mãe ficámos sem nada. A minha mãe foi obrigada a casar com o primeiro pretendente que apareceu, para fugirmos da rua, da fome e da miséria. Não a culpo por isso, sei que o fez pensando que assim ficaríamos bem. Mas, a verdade é que não ficámos. Fomos reduzidas a duas escravas. Trabalhávamos nos campos, cuidávamos das hortas, tratávamos das refeições, lavávamos a roupa. Não fomos nunca, mulher e enteada, fomos meras criadas. A minha mãe morreu, tinha eu dezanove anos. A partir daí tudo mudou. A razão que me prendia àquela terra era ela, precisava de a proteger. Só por ela eu tinha aguentado aqueles anos de autêntica servidão. Sem ela a prender-me àquele lugar, pude fugir, porque sabia que ele já não poderia magoa-la mais.

 

Mais do que as dores no corpo, o que nos mata mesmo, são as dores na alma. Porque essas, não se curam com pomadas, analgésicos, ou injecções. Podem não se sentir tão ferozmente com o passar dos anos, mas quando a memória passa por lá, há sempre um calafrio que nos corre pela espinha, e a dor é imensamente indescritível de tão dolorosa que é. Ai… e o amor é perito a deixar dessas feridas que não saram.

 

Depois de deixar aquela terra, de más recordações, vim para Lisboa. Vim para a cidade, e o sonho voltava a despertar. O primeiro objectivo era encontrar um trabalho para sobreviver. Os primeiros tempos, não foram fáceis. Bati a várias portas. Mas estas mantiveram-se fechadas. Consegui sustentar-me graças às gorjetas amealhadas durante aqueles anos, que recebia nas feiras quando ia vender fruta e hortaliça. Se não fosse isso, talvez hoje não estivesse aqui, a contar a minha história.

 

Duas semanas passaram, até que, fui aceite como servente na casa de uma família considerada importante à época. Afinal, não há mal que sempre dure, e a minha vida parecia estar a endireitar-se, e seguia o seu rumo normal.

 

Mas, o vento mudou quando me apaixonei. Chamava-se Afonso, e era o filho mais novo da família “Souto de Andrade”. Só o conheci três meses depois de ter chegado àquela casa, porque ele tinha estado em Inglaterra a completar os estudos. Recordo o dia em que o vi pela primeira vez. Fui abrir-lhe a porta, e, sabem aqueles momentos que vemos nos filmes, em que tudo à nossa volta pára? Foi o que me aconteceu. Fiquei petrificada. Aqueles olhos verdes penetraram-me intensamente. Fiquei completamente embasbacada. Mas passado o choque inicial, perguntei-lhe quem era, e ele soltou uma gargalhada. Só depois percebi que aquele era o menino. O tão mencionado menino Afonso.

 

O que vos vou contar a seguir não é uma história nova e única. É simplesmente mais uma história da criada que se apaixona pelo patrão. O patrão dá-lhe esperanças, promete-lhe mundos e fundos, faz-lhe promessas de amor eterno, e no fim, deixa-a, e casa-se com alguém que pertence à mesma classe social que ele. E, fim da história.

 

Daqui resultou um coração destroçado, e impreterivelmente desfeito em mil pedaços. Nem os maus tratos do meu padrasto me magoaram tanto como este sentimento de revolta, de angústia, de desilusão, de vazio, de raiva, de ódio. Senti-me lixo, um farrapo, um objecto. E senti-me impotente, completamente fraca. Deixei de acreditar no Amor, deixei de acreditar na Cinderela, deixei de acreditar na felicidade.

 

Os sonhos voltaram a adormecer, e apenas se permitiam a incomodar-me durante a noite, porque aí, eu não os podia controlar.  

 

Quando pude, deixei aquela casa, e fui trabalhar para um Restaurante. Novamente tudo se recompôs, pelo menos aparentemente, já que a alma, ninguém a vê. Ou, quase ninguém a vê. Porque, houve alguém que encontrou a minha alma perdida por ai, e veio tentar devolvê-la ao meu corpo. Mas não é fácil, destrancar uma porta que está fechada a sete chaves, e na vida temos de fazer opções. Ou desistimos de viver, fechamo-nos no nosso mundo, e permanecemos intocáveis, e ninguém nos magoa. Ou, arriscamos e damos oportunidade a que outros entrem no nosso mundo, que o toquem, que o alterem, mas que o tornem melhor. Havendo sempre o risco de ficarmos pior do que estávamos, temos de escolher.

 

Eu fui cobarde, e não voltei a abrir mais as portas. Hoje sei que podia ter sido feliz. Aquele Homem, que reapareceu na minha vida sob a forma de Amor, tinha sido o miúdo que me chamou namorada pela primeira vez. Rejeitei-o com medo de voltar a chorar, de voltar a sofrer. Olho para o passado, e hoje, se pudesse, teria feito tudo de maneira diferente. Nada me garante que efectivamente seria feliz. Mas, a verdade é que passados estes anos todos, também não o fui.

 

A palma da minha mão não me mentiu em tudo. Eu é que dei um entendimento diferente ao que foi acontecendo na minha vida. Agi quando devia ter ficado quieta, e parei quando tinha um caminho à minha frente para onde poderia correr. Hoje, apenas permanece vincada a linha da vida, que me lembra que será longa. Mas, de que serve uma vida longa quando todas as outras linhas foram apagadas com as minhas mãos?

 

 

Texto escrito para a Fábrica de Histórias

 

 

"Don't you cry tonight

 

Don't you cry tonight

 

Don't you cry tonight

 

There's a heaven above you baby


Don't you cry, don't you ever cry

 

Don't you cry tonight

 

Baby, maybe someday

 

Don't you cry, don't you ever cry

 

Don't you cry tonight"

 

 

 

 

 

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"O menino de sua mãe"

por ss, em 06.02.12

"No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe"

Fernando Pessoa

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E sobre estar apaixonada...

por ss, em 04.02.12

O pior de tudo mesmo, é fingir que não se sente nada, quando o que mais se quer é mostrar tudo aquilo que se sente!

 

 

 

 

 
 
 
...
 
e tu não sabes o quanto eu gosto de ti... 

 

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Hoje, é só isto! # 2

por ss, em 26.01.12
 

"For a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself

For a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself"

 

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Hoje, é só isto!

por ss, em 15.01.12
"How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here"
 
 
 

 

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