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"Os panteões são uma forma de revivificar actos heróicos ou percursos de mérito capazes de ligar as pessoas a um destino histórico comum, numa sociedade que não pode viver sem mitos e símbolos. Mas os heróis de Santa Engrácia e de outros panteões, de facto, são sempre produto do seu tempo e das suas circunstâncias. “Estas dez personalidades que estão em Santa Engrácia não falarão a todos da mesma maneira, estão longe de serem consensuais. É sempre discutível quem deve ir para um panteão nacional”, conclui Maria João Neto. “A própria ideia de entronizar heróis é discutível. Poucas coisas na história não são.”

 

Ler artigo completo aqui: http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-igreja-que-foi-fabrica-de-sapatos-e-uma-casa-de-herois-ainda-pouco-amada-1619307#/1

 

 

 

 

 

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"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

...

Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

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True Story # 3

por ss, em 19.01.12

"Olho por olho, e o mundo acabará cego."

 

(Gandhi)

 

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Pum. Pum. Pum.

por ss, em 15.01.12

Crise! Crise! Crise! Ou. Pum! Pum! Pum!

Nos últimos tempos, fomos bombardeados com fortes medidas de austeridade:

Corte do subsídio de férias e do subsídio de natal.

Aumento do IVA na electricidade, restauração, refrigerantes, óleo alimentar, enlatados...

Introdução de portagens nas SCUT.

Aumento das taxas moderadoras, das propinas, e dos transportes.

...

E, havendo fundados receios de que isto não fique por aqui, de cada vez que o Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, vem a público, o nosso instinto, é colocarmos um escudo protector na nossa frente, como se nos estivéssemos a defender das balas do inimigo.

O problema é que o inimigo é certeiro, e de pouco nos vale escondermo-nos. Somos alvejados sem dó nem piedade, de forma muuuuuuito lenta (dado o discurso do Sr. Ministro), como se nos quisessem massacrar.

Por incrível que pareça, os tiros parecem ter uma só direcção! Ou então, há quem tenha escudos protectores mais eficazes, e por isso mesmo,  fique imune a tais ataques. Mais uma vez se constata a minha teoria: o princípio da igualdade só está consagrado formalmente, porque na realidade ele não se aplica!

Pum. Pum. Pum, e continua tudo na mesma, ou pior:

- Aumento da taxa de desemprego;

- Recessão da economia;

- Descontentamento social.

Perante isto, sou obrigada a constatar que a situação que vivemos é difícil. Estamos de certeza num período de depressão e de escuridão (luzes mesmo, só na Luz).

No entanto, desligando-me da realidade, e fazendo uma viagem ao meu passado, verifico que os tempos sempre foram difíceis! Desde que me lembro, os meus pais sempre tiveram que fazer esforços para que o salário chegasse ao final do mês. A minha mãe sempre comprou os produtos de marca branca, o frango sempre foi a carne mais consumida lá em casa,  e os enlatados também eram muito frequentes. E, o meu pai, sempre embirrou connosco (comigo, e com o meu irmão, por causa da televisão e do pc), dizendo que no final do mês seriamos nós a pagar a luz, e referindo que a luz estava cara. E estas lembranças acompanham-me desde sempre, não são de hoje.

A grande diferença, é que agora há um maior número de pessoas para quem os tempos são difíceis. E, é por isso, que a crise anda na boca de toda a gente, e tem estas proporções. Afectando um maior número de pessoas as consequências são inevitavelmente piores para o país!

Pergunta-se: o que nos terá levado a esta situação? Há várias teorias. Haverá vários culpados.  Porém, essas questões serão deixadas para os historiadores, e para os estudiosos. Não há tribunais que julguem as más opções políticas! E por isso, a culpa morrerá solteira. No entanto, estamos numa situação sui generis: não há culpados, mas há quem tenha de assumir as responsabilidades. E esse papel é nosso, é do "povo". No fundo, o que temos é uma base a sustentar o topo da pirâmide. Não é estranho que assim seja, pois não? Se invertêssemos os papéis, há muito que a pirâmide tinha caído, e nosso "jardim à beira mar plantado", ter-se-ia, sucumbido.

 

Saúde, trabalho e esperança! É o que desejo a todos!

 

"The future's in the air
I can feel it everywhere
Blowing with the wind of change"

 

 

Texto escrito para a Fábrica de Letras (fabricadeletrasepalavras.blogspot.com)

 

 

 

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Mais nada?

por ss, em 12.01.12

As propinas no ensino superior vão aumentar no próximo ano lectivo, para 1036€! Isto começa mesmo a tornar-se insustentável!

Não gosto de ser pessimista, porque acho que isso não nos leva a lado nenhum, e além disso, não nos ajuda a resolver os problemas.

Mas, a verdade é que chega a um ponto, em que parece impossível suportar tantos aumentos.

Não é fácil! Ainda para mais, sabendo nós, estudantes, que depois de terminarmos a licenciatura não temos um trabalho garantido. Ou seja, depois de três ou quatro anos a estudar, e a gastar imenso dinheiro, porque estudar no ensino superior fica muito dispendioso, não temos certezas nenhumas de que vamos ser recompensados posteriormente.

Chego mesmo a questionar-me se realmente valerá a pena? Se o melhor não teria sido ter-me ficado pelo 12º ano!

Certamente que não! Mas, as dúvidas surgem muito frequentemente em alturas como esta, em que as incertezas quanto ao nosso futuro depois da licenciatura são imensas, e assustadoras.

Soma-se a isto o facto de,hoje em dia, a licenciatura já não ter o valor que tinha no mercado de trabalho. E, por isso, tirar mestrado, mais do que uma opção, torna-se quase uma obrigação. E o problema é inevitável, se para muitos de nós tirar a licenciatura já é algo que exige muito sangue, suor e lágrimas, o mestrado é uma missão quase impossível. Mas, é-o, não por falta de capacidades intelectuais, mas sim por falta de capacidades financeiras e económicas. Posto isto, quem tem dinheiro segue em frente. Quem não tem fica para trás!

E depois, ainda dizem que vivemos numa sociedade em que as condições económicas em que nascemos não nos condicionam no futuro! Condicionam e não é pouco. Quem nasce num berço de madeira, parte muito mais atrás do que aqueles que tiveram chupetas de ouro.

Agora, acredito que é possível, com muito mais esforço, força de vontade, e mais trabalho, alcançar quem parte em vantagem.

Mas não posso deixar de constatar, que a igualdade ainda é um princípio formal, que não se verifica na prática!

 

 

" Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar."



 

 

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